quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Negro e Púrpura

Com a mesma rapidez com que as coisas nos são dadas elas podem ser tiradas.
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Bela. Única. Perfeita. Era assim aquela única noite do ano, quando algo incrível e maravilhoso acontecia.
Talos finos de uma planta separada de todas as outras se entrelaçavam, a cor era verde vivo, assim como as folhas macias. Os perigosos espinhos faziam um contraste incrível, eram vermelhos.
Havia um único botão. Negro. Com pequenas gotas de orvalho, que reluziam à luz da lua, a única expectadora naquele momento glorioso.
A primeira badalada soou, o som abafado devido a distância. Meia-noite. As pétalas do botão começaram a abrir. Segundos se passaram e negro e púrpura faziam uma explosão de cores. Era tudo tão belo. Perfeito. Único. Negro e púrpura.
A décima segunda badalada soou. Algo estranho aconteceu. Negro e púrpura começaram a desbotar. A lisa e delicada pétala começou a enrugar. O horrível processo continuou até que o que antes implorava para ser admirado agora tentava se esconder. As folhas também murcharam. Os espinhos caíram. A planta envelheceu em uma fração de segundo. O botão ressecado caiu na grama verde e macia, úmida pelo orvalho, e lá ficou. O resto desapareceu. Pó carregado pelo vento.
Doze auroras e doze crepúsculos se passaram. Agora, no exato lugar onde o botão caíra, havia um broto. Negro e púrpura.
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É, fui eu quem escreveu! :D Mas já faz um tempinhooo..
Esse texto já tinha sido publicado em um blog antes, no da minha prima, mas eu tinha escrito especialmente pra quando eu tivesse um lugar pra postar, sabee.. hehe
entãao... Bom?

Beeijos e até o próximooo.. =*

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